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Pré-análise - Amores en Alhambra
Aqui estou novamente atrasada com a pré-análise da fanfic: Amores en Alhambra da autora: Sofia Veras.
Uma crítica por capítulos.
Sinopse: Longa. É um texto bem montado que passa a ideia da história de uma forma simples e sutil. Não mostra demais, mas também não esconde nada. É bem aberta ao leitor curioso e bem completa para o leitor metódico.
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A narração simples de Amores en Alhambra pegou-me tão de surpresa quanto seu desenvolvimento quase nada previsível, a autora, fazendo uso de expressões simples e diálogos bem elaborados construiu uma obra que eu classificaria como uma pérola.
O detalhamento bem encaixado e não cansativo faz com que o leitor se afunde em meio a trama sentindo desde a alegria até a dor de cada personagem. Ao leitor sensível eu indico cuidado com a sensação de sentimentos conturbados que vai deixar.
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Não há muito o que falar quando se trata de erros. Eles são existentes, mas tão raros que a significância da trama impede que eles sejam algo que incomode verdadeiramente o leitor. Em adendo: Sugiro a autora que verifique novamente o texto mesmo após a revisão pois erros de digitação são comuns, mas interrompem o fluxo da leitura até que as palavras façam algum sentido novamente.
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Os gêneros foram bem colocados e eu consegui encontrar um pouco de cada ao decorrer dos capítulos, posso ter sentido falta de uma coisa ou de outra, porém relevo. Não há promiscuidade na forma que ela descreve as cenas – não estou mencionando como momento sexual ou cena mais íntima – em uma tradução: Não há vulgaridade na forma que ela escreve.
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O tema é atrativo e pela riqueza da história é possível ver o quanto a autora tem conhecimento sobre ele: origens, religiões, tradições, linguajar. Tudo isso forma um conjunto inacreditavelmente rico. Parabenizo a autora, pois é bem raro achar tantas descrições e explicações bem-feitas em uma fanfic.
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Conclusão: Não há como analisar amplamente Amores en Alhambra sem simplesmente se apaixonar pela história e por seus personagens, pelo entrelace das tramas e complexidade dos problemas vividos. É uma leitura leve e satisfatória, recomendo ler em um momento de folga, pois quando iniciar vai ser bem complicado deixar de lado.
Pré-análise: Conto do Nosso Mundo - O primeiro ciclo

Hey! Hey! Tudo okay? Okay. Euzinha (Manpe) trago-lhes, seus lindos e lindas, a minha pré-análise da semana de Conto do Nosso Mundo - O primeiro ciclo!
Em 14 capítulos, resumidamente, a história gira em torno de Conrado que, após sua primeira noite de sono no Instituto de sua tia, acorda um ano depois com uma grande amnésia do ano perdido e, para recuperar as lembranças mais importantes perdidas contará com a ajuda de uma de suas meia-irmãs, Lucy.
A escrita é simples e sem rebuscamentos. Entretanto, a mesma apresenta vários erros de pontuação: como a substituição do travessão pelo hífen (o autor nos informou que isso na verdade é um equívoco que ocorre dentro da plataforma postada), a acentuação errada nas nas palavras e o não uso dos dois pontos, até mesmo na indicação da fala de um personagem. No entanto, a narrativa é leve e fácil de se compreender.
Em relação à sinopse, acredito que o autor a fez de tamanho exagerado, uma vez que ela é um tipo de resumo da própria obra. Mas, fora isso, está no mínimo excelente.
Agora, falemos da história em si, a qual pertence ao gênero Terror. Se eu não fosse informada de seu gênero/categoria, a confundiria facilmente com Fantasia ou Suspense, a acabou não ficando atrativa para quem esperava o terror como ela está classificada.. Sendo honesta, a história não conseguiu me atrair nenhum pouco para alguém que esperava Terror. Acreditei de início que era aquele momento apenas e que mais tarde iria desenvolver-se o terror classificado, mas até então não está acontecendo.
Os capítulos acabaram ficando maçantes, deixando de certa forma o processo de leitura tedioso, apesar de ter gostado da forma de escrita e de cenas terem chamado a atenção. O enredo não é bem desenvolvido, mas também não mal feito, digamos que o autor (por enquanto) não está sabendo ir fundo nele e aproveitá-lo. Falando sinceramente como alguém admiradora do gênero Terror, decepcionei-me ao ver que a história estava diferente do esperado. Em minha opinião pessoal, que já assistiu e leu cenas perturbadoras e bizarras — que até hoje se pergunta como seu psicológico continua normal depois de tanto —, é normal me sentir assim por uma obra que não oferece o que é prometido.
O ponto positivo que encontrei na história, foram os personagens: estão muito bem trabalhados, mas sem muito desenvolvimento, pelo que vi até agora. O lugar onde se passa também é bem interessante: um Instituto. Um alvo fácil para acontecimentos estranhos, ou então sobrenaturais.
Se eu recomendaria? Acredito que, com a obra em andamento, isso não tenha muita relevância. Entretanto, ela precisa de algumas melhorias para que o autor possa manter o público certo atraído do início ao fim, visto que a história se assemelha mais com Suspense e/ou Fantasia, e não o esperado Terror.
OBSERVAÇÃO - POR YUKA
OBSERVAÇÃO - POR YUKA
Em um contexto geral é uma história pouco complexa, acredito eu que, por ainda estar em desenvolvimento vá mudar bastante, porém os capítulos presentes até o momento são apresentados de forma cansativa e apesar da promessa não ser o terror, o fato dos gêneros "abordados" não serem bem explorados causa uma quebra de expectativa no leitor. No mais é um autor com grande potencial, mas que ainda guarda muito de seu talento.
Leia a obra em: O conto do nosso mundo - O primeiro ciclo
Pré-análise: Lua da Meia Noite
Olá fada, duente, bruxa ou ...lobo? Sim, já estou entrando no clima da pré-análise de hoje.
Você certamente já ouviu o conto da Chapeuzinho Vermelho, certo? Pois bem, esqueça tudo que acha que sabe sobre lobos, esqueça todas as lendas de lobisomem, porque essa história é bem mais sombria.
Para Sininho!
Então ela é só suspense? Oh não, é muito melhor que isso, vamos ver um pouquinho sobre do que se trata.
A pré-análise de hoje é Lua da Meia-Noite, escrita por Lua (irônico, não? talvez nem tanto), com atualmente 12 capítulos postados e muito bem escritos.
Comecemos pela sinopse da história: está muito bem trabalhada. Claramente a autora preocupou-se em passar uma imagem para o leitor do que irá tratar-se sua obra, citando: personagem principal, local, trama e acontecimentos impactantes. Sempre procuro lembrar que a sinopse é um dos maiores pontos chaves para atrair leitores e precisa ser muito bem trabalhada, todavia essa foi um pouco mais além, dando um pouco de "spoiler demais". O que isso quer dizer? Não há mal em dar aquele mini spoiler, mas poderia, talvez, em vez de afirmar que na aldeia existem as criatura citadas (bruxas, lobisomens), poderia ter optado por deixar o mistério no ar, como: será que são reais? questionando, de alguma forma o leitor, instigando-o ainda mais, claro que isso é apenas uma dica. O final dela termina com uma frase impactante (show!) afim de instigar o leitor.
Agora vamos a obra. Tentarei não dar nenhum spoiler. Lembrando que as análises são de pontos gerais da história como um todo, diferente da forma de betagem que passa capítulo por capítulo.
A história diria que foca nos gêneros suspense e romance, sobretudo suspense sobrenatural. Contada em primeira pessoa pela personagem principal Mabelle, narra um tempo passado, e gostaria de começar com falando da forma como a autora abordou o papel da mulher.
A autora Lua discorre o papel da mulher naquele tempo, que resumia-se em: casar, ter filhos, cuidar da casa, "bela, recatada e do lar", como acabou popularizando-se hoje. O mais incrível é que a principal pessoa que pratica atitude machista com Mabelle não é masculina, mas sim feminina, quebrando aquela ideia de que apenas homens podem ser machistas. A mãe da menina parece sentir aversão a ela, evitando-a, dando castigos e sobretudo, privando a menina de um carinho materno.
Mabelle logo se mostra insatisfeita com os planos de seu futuro traçados pela mãe e pelas tradições da aldeia, o que não se era aceito, uma mulher querer mandar na própria vida (que loucura ein?), sem mencionar, mas já mencionando, a obrigatoriedade de uma menina de apenas 15 anos ter que casar, que se para nós hoje é um absurdo, para época era comum e considerado normal.
Meus parabéns Lua pela sua criatividade em abordar o machismo presente numa época antiga e um tanto, diria, medieval, que, mesmo tratando-se de ficção, sabemos que está presente em nossa atualidade, infelizmente.
A abordagem do sobrenatural começa na lenda da aldeia (a qual não darei detalhes para não dar spoiler), está ocorrendo gradativamente, intercalando-se com a vida pessoal de Mabelle. Dá para notar que há um cuidado em não jogar simplesmente a informação no texto, é colocado com coerência, intercalando com o tempo e a ação presentes.
Agora indo para o lado mais técnico da análise.
Os avisos estão de parabéns, não deixando nada de fora para que, quem não se adapta a determinados temas saiba de antemão e evite certos conteúdos.
A autora possui uma boa escrita, é difícil encontrar ortografia incorreta, apenas coisas mínimas que sempre acabam ocorrendo. O uso do travessão ainda faz usuários de word sofrer e talvez seja o caso (o meu é). Para falas, o ideal é optar apenas por um modelo de travessão. O comando para o travessão é: Alt+0151.
Algumas palavras no texto possuem itálico sem necessidade, é bom atentar a isso e optar pelo itálico apenas para coisas que necessitem de destaque ou para falas e pensamentos.
Assim como na pré-análise que fiz há uns dias, sou obrigada a apontar novamente o efeito sanfona que foi feito também nessa história. Para quem não acompanhou, me refiro a quantidade de palavras por capítulo. Há autores e leitores que preferem obras de capítulos longos, outros de curtos e, claro, isso é sempre variável, o que pode prejudicar o leitor na hora que ele escolhe a sua história como leitura é quando há uma variação mais brusca de palavras de um capítulo para outro. Lua da Meia Noite possui uma variação de cerca de 4.000 palavras a 7.000, não parece muito, mas é bastante coisa. Minhas sugestões (apenas sugestões) são fazer uma média, dividir os maiores capítulos em dois ou, se a autora gosta de trabalhar com capítulos maiores, tentar manter algo um pouco mais padrão.
A leitura costuma fluir bem, nos capítulos maiores que acabou ficando um pouco cansativa, porém nos intermédios de 5.000 não tive problemas. A história a medida que coloca mais a relação do sobrenatural com a vida da personagem principal vai ficando cada vez mais atrativa, apaixonante e instigante, além da leveza das palavras e do texto, não deixando de lado a elegância.
Se eu recomendo? Mas muito! Já favoritei a história e ela encontra-se na minha lista de leitura!
Lua me prendeu, soube me cativar com esse misto de fantasia dark com realidade medieval, um prato cheio para amantes do tema!
Até a próxima!
Com amor e pó de fada, Sininho.
Pré-análise: ALMARA: Ameaça de Xibalba
Olá fadas, gnomos, duendes ou que criatura você for!
Sim, eu, Heloísa (ou Sininho, como preferir), depois de muito tempo (ou nem tanto assim) voltei para o campo de pré-análise!
Hoje trago a vocês a obra Almara: A ameaça de Xibalba do autor Charles Oliveira. Tomei a liberdade de evitar spoilers da história.
A história possui atualmente doze capítulos postados, contando a jornada da elfa maga Eril e de um monge humano Kore, que encontram diversos tipos de criaturas, magos e guerreiros, conforme nos informa a sinopse. Já que mencionamos ela, vamos começar por ai.
A sinopse começou muito bem, apresentando os protagonistas e contando um pouco da trama, como o lugar mais perigoso do mundo, mas infelizmente ela ficou meia crua, precisa ser mais detalhista, ainda mais se tratando de uma história grande (e bem elaborada, mas entrarei nesse detalhe mais a frente), então é necessário entrar mais na trama da história, claro, sem dar spoilers, colocar o cenário principal que os personagens estão situados, no entanto, não precisa se estender muito mais não, pois sinopses longas não são também muito boas, aquele famoso encher linguiça também estraga, ela deve ser a propaganda da sua história.
Sim, dois parágrafos sobre a sinopse porque o que muitos autores não acreditam ou não sabem é que ela é um dos maiores pontos chaves para atrair leitores. A frase final, que deve ser a impactante também precisa ser melhor elaborada, uma possível ideia é jogar uma pergunta intrigante, todavia também pode optar pela frase corrida, mas ela precisa de um trabalho melhor para gerar mais impacto e chamar atenção.
Agora vamos seguir para a história. Como tenho gosto por literatura fantástica, a história claramente me chamou atenção. O autor parece ter se baseado em obras clássicas como Senhor dos Anéis ou Hobbit devido a presença de criaturas como elfos, além da jornada que aparece no decorrer da história até então, mas claro, não posso afirmar que a base veio das obras de J.R.R. Tolkien, parece que houve toda uma pesquisa anterior a obra, e então eu parabenizo demais ele porque o mais raro é notar que o autor se preocupou em pesquisar antes.
Não sou de analisar capítulo por capítulo, mas estarei citando pontos que estarão em alguns específicos para ajudar o autor. O prólogo ficou relativamente pequeno para a extensão da história sabe, ficou algo vago, embora esteja ótimo de entender, poderia haver mais detalhes do que virá a seguir ou até mesmo do que já foi contado ali.
Charles Oliveira me pareceu, nesta obra, se preocupar bastante com as descrições, e mais que isso, mostrou-se muito bom com elas. Apresentou um português de fácil acesso, porém elegante, combinando perfeitamente com o estilo fantasia.
A coerência das cenas são ótimas, todavia está faltando profundidade em parte delas, são poucas linhas de uma cena e já pula para outra, entendemos que algumas não necessitam de tanto enfoque, mas pode passar mais devagar, isso ocorreu em alguns capítulos como o 2 e o 3, deixando algumas partes confusas pela rapidez.
Os tempos verbais fluíram bem a princípio, porém em capítulos como o 2, houve locais colocados como passado que deveriam ser presente (não me refiro as cenas em que a história está sendo contada), acredito que a escolha do autor em contar a história no presente, que aliás é um desafio e tanto, confunde na hora da escrita.
Uma dica, porém não sei lhe informar com precisão se é errado: quando estiver se referindo aos pensamentos dos personagens, basta utilizar apenas o itálico, negrito ou aspas, o uso do travessão é mais para falas.
Uma coisa que infelizmente não me pareceu muito, talvez harmônica e coerente para leitura foi o efeito sanfona do autor, o que isso quer dizer?
Existem escritores e leitores que preferem obras de capítulos longos, outros de curtos, isso é bastante variável, o que dificulta é quando a obra intercala isso de uma maneira mais brusca, que é o caso. A obra chega a variar de 3.000 palavras a 7.000 palavras em média, é um ritmo complicado, minha sugestão é fazer uma média, porque às vezes isso não dá certo, visto que os capítulos de Almara que atingiram 7.000 palavras ficaram bem cansativos, aliás, neles em especial que ocorreu aquelas passagens corridas das cenas. Foram bastantes cenas em um único capítulo, mas algumas precisam de mais atenção, talvez possa ocorrer uma divisão ai, fica a dica. Se o autor ter preferência em trabalhar com capítulos maiores, terá que achar uma forma de fazer isso de modo que não fiquem cansativos e talvez (não quer dizer que vá) afastando leitores.
Os capítulos 3 e 4 foram mais fluídos, confesso, a leitura não se tornou cansativa e foi muito mais agradável, mas me parece que o autor já está mudando esse ritmo, pois os últimos capítulos postados tiveram uma variação melhor e também fluíram melhor, embora isso varie de leitor para leitor.
A história vai ficando cada vez mais cativante, pelos capítulos 6 e 7 temos cenários de ilhas e a presença de piratas, as lutas ficam cada vez mais acirradas e sentimos a empolgação do autor a medida que avança, além de uma decorrência muito melhor que a inicial.
Os capítulos especiais dos personagens que precisam um pouco mais de nossa atenção, visto que pareceram mais descritivos.
A história até então termina no capítulo 12 trazendo consigo um inimigo para o grupo. Uma coisa muito interessante do autor é que ele parece se preocupar que os leitores se localizem em sua história, colocando notas iniciais breves de como a jornada está se desenrolando e do que está por vir.
Ah, Charlie: Pretendo voltar a história e reler (mais como leitora, claro que meu lado crítico vai me acompanhar hahaha), comentando os capítulos =) Então nos veremos de novo!
A obra possui erros comuns como qualquer outra, porém o autor já está apresentando muitas melhorias com o passar dos capítulos, além de explorar o gênero Fantasia que não é qualquer um que consegue, então para quem ama assim como eu, está extremamente recomendada!
E uma última coisa: notem que em sua capa tem uma logo do Litera Fanfic! O autor já é nosso seguidor de carteirinha e agora eu serei a dele rsrs.
Com amor e pó de fada, Sininho.
Pré-análise: Marchands D'Amour
Antes de começar, sou obrigada a deixar um avizinho aqui: a história contém incesto. Agora, vamos lá.
Marchands D’Amour (ou Mercadoras do Amor em uma tradução menos atraente) faz um belo trabalho em capturar nossa atenção primária. A capa é simples, mas elegante e harmoniosa, combinando de forma perfeita com o clima e, principalmente, com a capa da história.
Infelizmente, não posso dizer o mesmo da sinopse. Com alguns erros gramaticais referentes a pontuação, ela apresenta apenas a Academia onde a trama se passa, mas nada sobre o que possivelmente acontecerá. Recomendo refazê-la, mantendo o tamanho, se possível, incluindo alguns detalhes dos personagens e uma pincelada do plot da história, para aumentar a curiosidade do leitor e, assim, manter a bela isca criada pelo nome e capa.
A gramática da história é razoável, não cometendo erros que comprometam a leitura. Há, no entanto, a repetição errada da preposição “que”. Isso é algo bem comum quando estamos escrevendo, mas deve sempre ser retirado nas revisões posteriores por indicar a falta de uma maior vocabulário, dentre outros motivos. Logo no primeiro capítulo, vemos algumas frases se organizarem como em um poema, sem uma indicação de que isso seria feito. Não sei se foi um erro de digitação ou algo do tipo, porém acho importante atentar a esse ponto, para que a formatação do texto seja correta e não estranhe o leitor.
Marchands traz consigo um tema delicado: o incesto. E, para tornar esse fato ainda mais sério, a classificação é adulta (previamente avisada nas notas iniciais pelo autor). Por ser um tabu, uma vez que esse assunto é incluído no roteiro, ele merece uma atenção especial, uma explicação. Algo que não ocorre nessa história. Bem como outras atitudes e ações dos personagens, parece algo jogado, por assim dizer. Há muitas falas que parecem forçadas, com comportamentos rasos e irreais. Sugiro realizar algumas pesquisas, tanto sobre tópicos a serem inclusos no enredo, quanto sobre criação de personagens.
Isso nos leva ao próximo ponto: o tamanho dos capítulos. Marchands opta por manter os seus extensos, o que não é um erro. No entanto, o interesse do leitor deve sempre ser prezado ao escolher quais cenas colocar em cada um. Nessa parte, a escrita do autor peca mais uma vez. Várias vezes, enquanto lia a história para realizar esta análise, peguei-me cansada da narrativa, perguntando-me quando algo interessante aconteceria. E, quando esses momentos finalmente ocorrem, embora eu estivesse curiosa, o equívoco citado no parágrafo anterior vinha à tona, fazendo-os perder o peso e serem rapidamente esquecidos.
Repensar e planejar um pouco mais para realizar a reescrita de Marchands D’Amour podem salvar as ideias do autor e, assim, deixar sua apresentação coerente com o que é citado no início dessa crítica.
Por hoje, é isso. Até as próximas análises, fanfiqueiros.
XOXO
Aiori Von Satts
Pré-análise: A Last Ride
Oi, olá! Tudo bem com vocês?
Com um crossover de super-heróis, um certo mistério que mantém a curiosidade acesa e personagens bem desenvolvidos, A Last Ride é a fanfic que será analisada hoje.
A sinopse é curta e um pouco confusa, admito, não deixando muito aparente o que irá acontecer de fato, no enredo. Embora a autora tenha deixado claro que ela e a capa (ambas) são temporárias, uma sinopse com um pouco mais de detalhes e mais bem trabalhada poderia chamar mais atenção de leitores até a obra em si.
Antes de começar a falar em relação ao enredo gostaria de parabenizar a autora por ter conseguido manter certo humor e deixar os personagens com personalidades únicas. É completamente incrível o jeito que ela consegue adaptar as coisas em cada capítulo e manter certo humor na fanfic. Méritos a ela! Saiba que irei acompanhar a obra e estou aguardando o próximo capítulo.
A escrita e a formatação dos capítulos de A Last Ride está quase impecável. Em algumas horas, quando a narração pula para outra parte do dia fica um pouco confuso, já que nada demonstra a mudança de tempo ou de situação. A escrita é simples, porém expressiva e certeira, não enrolando tanto a chegar no ponto que tem que chegar e "enchendo linguiça."
Os personagens, pelo o que percebi, são todos - ou grande maioria - destacados da melhor maneira na obra. A única coisa que me confundiu um pouco, como disse, foram as transições entre as horas do dia e alguns fatos, como Peter sair de casa para ir até a lanchonete na metade do segundo capítulo. A autora precisa trabalhar um pouco mais nisso, ou então achar uma forma de deixar mais aparentes as transições. Uma dica é fazer como alguns autores, usando o famoso asterisco (*).
Algo que mantém a essência de mistério da obra - creio eu que é onde a autora queria chegar - é o retorno repentino de Wade e o que continha a carta, logo nos primeiros capítulos. Isso é algo bastante atrativo ao meu ver e que mantém a vontade de prosseguir nos capítulos com o leitor, de fato, essa parte foi a que mais me encantou na fanfic. O sentimento de que algo ruim ou bom pode acontecer se mantém no leitor - ou pelo menos em mim - o que é algo bom, irá causar um certo impacto de acordo com o desenrolar da trama. Como está no começo, A Last Ride mantém seu mistério e possui personagens bem desenvolvidos em cada detalhe, com uma leitura fácil de se entender, simples e precisa.
Recomendo de coração a leitura desta fic. Ficamos aqui por hoje, até depois pessoal! ;3
No momento a fanfic possui quatro capítulos postados.
Para ler acesse: A Last Ride
Pré-análise: Coração Intocável
Emocionante e com um toque de magia, Coração Intocável é a história a ser analisada de hoje.

Não sou capista, tampouco entendo muito de edição de imagens, então não costumo comentar sobre capas em minhas análises. Dessa vez, no entanto, achei necessário um pequeno “conselho”. Ao usar a imagem de um filme (Cinderela, no caso), passa a impressão de fanfic, certo? Ainda que tenha a mesma temática, creio que comparações não são algo que a autora queira para seu enredo, portanto, minha ideia seria mudar os atores da capa. A edição em si está linda, isso é só uma opinião pessoal.
A sinopse está muito bem feita, sem erros de formatação e escrita, chamando a atenção e despertando curiosidade no leitor. Méritos da autora pelo bom trabalho.
Antes de falar do enredo, gostaria de parabenizar pelo sumário e pela epígrafe do livro. Em trabalhos para a internet, não é comum ver esses itens, o que não é certo, nem errado. Tudo vai do autor. Porém, ao colocar, demonstra cuidado com o planejamento e a pesquisa por trás da história, e sempre é bom perceber isso.
No geral, a escrita e a formatação de Coração Intocável são impecáveis. Os parágrafos estão alinhados, muito bem feito. E a escrita é simples, porém interessante e correta. Passou-me, além da habilidade da autora, preocupação com a revisão dos capítulos.
O único momento onde a formatação me incomodou foi no prólogo. Não é um erro em si, mas ao colocar vários nomes, tanto de locais quanto de pessoas, em itálico, polui um pouco o visual do texto. Presumo que a intenção fosse destacá-los como importantes e dignos de atenção. Sendo assim, não é um recurso necessário, uma vez que as próprias palavras já são chamativas e diferentes. Outra opinião minha, não sendo uma crítica obrigatória.
Os personagens, ao meu ver, não se destacam tanto. Eu me senti lendo outro dos contos da Disney de príncipes e suas maldições. Não quer dizer algo ruim, mas acaba sendo mais do mesmo.
Um ponto atrativo da história é também onde a escritora pediu para focar: a mensagem e a emoção da narrativa. Ao realizar a leitura, os sentimentos das personagens são verossímeis; plausíveis. Todas as sensações que eles têm, passam para o leitor. Esse, de todos os êxitos citados, é o maior e melhor. Coração Intocável é, como dito no início, emocionante e envolvente, uma leitura agradável em todos os sentidos.
Há também um trailer que, embora seja um adicional, vale a pena assistir.
Pré-análise: O Grande Príncipe
Olá, olá! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
A história de hoje é O Grande Príncipe, atualmente com 5 capítulos postados.
A sinopse mostra grandes erros relacionados à gramática, coerência e coesão. Não faz jus algum à escrita da autora, que é de fato boa. Recomendo repensá-la a fim de aumentar sua qualidade e atrair mais leitores, talvez com um ar menos descritivo.
Os capítulos têm em média 3000 palavras, portanto, são grandes. Isso não é algo ruim no geral, mas aqui pareceu-me um pouco demais. Há muitas informações desnecessárias e que, se cortadas, criariam uma leitura mais dinâmica. Usando um daqueles ditados populares que nossos pais amam usar: menos é mais.
O enredo é focado no relacionamento entre Robert, um professor universitário, e Alastair, um aluno, e a atmosfera do erotismo marca presença com os atos e pensamentos das personagens. O interesse repentino do mais velho parece um pouco forçado e as atitudes dos dois em relação ao outro, inverossímeis. O primeiro contato entre eles é precoce, algo que não aconteceria no cotidiano de uma universidade. Sim, a ficção não deve obedecer a realidade, porém atitudes críveis dão credibilidade e fazem dos personagens melhor construídos. Um professor teria muito receio de abordar um aluno com segundas intenções; pensaria muito nisso antes de, talvez — um enorme talvez — o fazer. Relações do tipo costumam ser proibidas pelas instituições, o que seria um dilema moral forte para o personagem. Esse é apenas um exemplo, mas cuidado com o comportamento dos protagonistas é essencial.
Também existe um mistério sendo lentamente desenvolvido como fundo da história, com pequenas pistas jogadas no texto. Aconselho dar mais brilho a ele, no entanto. O romance em si não chama tanto a atenção, mas essa surpresa cria um trunfo grande para a fic.
O Grande Príncipe tem potencial. Trabalhando melhor as atitudes de seus personagens e atentando para capítulos maçantes, pode garantir boas críticas.
XOXO
Aiori Von Satts
Pré-análise: Campus Esmeralda [primavera]
Olá fadas, gnomos, bruxos, duendes e todas as criaturas que estejam lendo esse texto. Hoje trago a pré-análise da obra "Campus Esmeralda", de Pandamente.
Comecemos pela sinopse: Alguns erros relacionados à construção. A sinopse em si deve trazer uma breve síntese do que está por vir, além de ter notas da história. Aconselho o autor a retirar essa notas (não ficam legais na sinopse) e colocar nas notas da história ou as notas iniciais do primeiro capítulo, não precisa retirar a citação de Game Of Thrones, porém coloque mais coisas sobre a história, ficou muito vaga. (Se quiser dicas para fazer a sinopse, tem um texto bem legal no Litera: “Você sabe montar uma sinopse?”). Preste também atenção em palavras repetidas em pouco tempo, como “existe”.
Nos capítulos que se seguem a escrita flui normalmente, conseguimos ler sem maiores dores de cabeça, todavia acabamos encontrando alguns deslizes. Por vezes nota-se que o autor troca os tempos de passado e presente, porém se tratando do mesmo momento. Sugiro uma leitura com foco nisso para conseguir arrumar, eu mesma já cometi esse “pecado”.
Alguns parágrafos colam um com o outro, outros possuem espaçamento, além disso, alguns começam colados com a linha da página, outros possuem espaço. Novamente, uma pequena leitura basta.
Não fica muito claro às vezes em que momento os personagens se encontram, talvez por isso aconteceram as trocas de tempos.
Sobre as falas: Uma dica, para fazer travessão (—) use o comando Alt + 0151 ou então apenas opte por deixar tudo com hífen (-), (mas não aconselho hífen para falas). Misturar os dois não fica legal.
Embora seja apresentação dos personagens, infelizmente o capítulo pequeno não deixou entrar na trama, faltou construir mais história.
Infelizmente como não tem muito conteúdo ainda, confesso que ficou difícil avaliar, o que mais pude fazer é corrigir em questão de configuração de texto. Tem uma boa ideia para a história, agora precisa que trabalhar mais ela.
Com amor e pó de fada, Sininho.
Pré-análise Não escreva mais cartas
Bom, é a minha primeira pré-análise. Espero que alcance a expectativa do autor.
A
leitura começa um tanto maçante, conversas de aparência aleatória e até então
sem sentido algum. Os diálogos são um pouco infantis, como se tivessem fluído
de uma forma tão “natural” no momento da escrita que ficou cru – no sentido de
um pouco vazio, despreparado.
+ ►
A
leitura começa um tanto maçante, conversas de aparência aleatória e até então
sem sentido algum. Os diálogos são um pouco infantis, como se tivessem fluído
de uma forma tão “natural” no momento da escrita que ficou cru – no sentido de
um pouco vazio, despreparado.
*
O
primeiro capítulo é irônico, finaliza de uma forma um pouco nada a ver. Muda de
um ângulo para o outro, personagens que praticamente se teletransportam de um
ambiente ao outro, causando certa confusão – ao menos é o que transparece.
O
segundo capítulo é completamente confuso. As informações se misturam e mesmo o
leitor atento, deve reler, ao menos uma segunda vez, para entender com exatidão
o que cada personagem faz ou fez.
*
A
fic segue um caminho que pode ser mudado, a menos que, o assunto tratado seja
comédia. Vai ser mais complicado tirar qualquer pedaço sem sentido se a
história se prolongar da forma que está. O cuidado com o português e a
coerência tem que ser um pouco mais acirrado, os motivos são encontrados entre
o início do primeiro capítulo, até praticamente o final do segundo.
*
Ao
autor: Observando a forma que os parágrafos são montados, notei uma certa
insegurança no momento da escrita, criticamente falando, despreparo para tal início.
O que de forma alguma significa inaptidão do autor, percebo que, com um pouco
de esforço e mais treinamento, a evolução vai ser esplêndida.
Autor: Frango Albino
Obra: https://fanfiction.com.br/historia/714483/Nao_escreva_mais_cartas/
Pré-análise: A Aposta Perfeita
Olá, olá!
Em mais um post de pré-análise, hoje
temos A Aposta Perfeita. Com 14 capítulos postados, a história segue seu
próprio ritmo, é leve e bem escrita. O enredo é um pouco clichê de modo geral,
com o protagonista rico e sedutor, uma aposta e professores invejavelmente
lindos.
Essa premissa já fica visível na
sinopse, que funciona, cumprindo sua função. No entanto, após o seu primeiro
parágrafo, o que se segue caberia melhor nas notas da história por serem
“adicionais”.
A escritora escreve bem, como já foi
citado. Tem um bom conhecimento de gramática e pontuação de modo que não são
encontrados erros grandes e chamativos relacionados a isso.
As personagens principais, acima de
tudo, Michael e Alison, deixam a sensação de que você já os conhece, por serem
sim bem padrões e tudo mais. Por outro lado, os secundários brilham em sua
essência diferenciada. Não que destoem de tudo que existe; pelo contrário, você
também já os viu por aí uma vez ou outra. Mas, têm sim sua história de fundo,
sua personalidade bem-feita e, ao meu ver, se forem mais aprofundados, são o
trunfo de A
Aposta Perfeita.
Essa, então, é minha maior
observação. Dê maior espaço para suas personagens coadjuvantes na narrativa,
eles, pelo que senti, tem muito a contar e a acrescentar na trama.
XOXO
Aiori
Pré-análise: De volta aos velhos tempos
Espero que seu dia esteja cheio de
luz de fada. Hoje trago uma nova pré-análise: De
volta aos velhos tempos (clique no nome para acessar a obra) de Noir (adicionem ela!).
Vamos a análise:
Confesso que foi complicado analisar
essa obra. Não porque ela tenha uma característica complicada, mas porque está
bem no início, com apenas três capítulos, porém vamos ver o que temos até
então.
Comecemos pela sinopse: Está bem
trabalhada. Além do pequeno resumo sem contar os detalhes, termina com uma
frase de impacto (muito bom!).
A história em si é clichê, confesso.
Começa (apenas começa) com um romance entre dois garotos que acabou por conta
do preconceito, no entanto, como todo clichê, se a autora souber trabalhar
ficará muito bom. Infelizmente eu não consigo dar muita opinião sobre a
história, já que ela ainda está crua, somente três capítulos é pouco para
avaliar o enredo como um todo.
A escrita da autora é formal,
notasse de primeira. Não costuma repetir muito as palavras, o que é um bom
sinal, tem diversidade de vocabulário sem complicar demais (ou encher linguiça,
como preferirem). Falando das pontuações a princípio não encontrei nada fora do
normal.
Acredito apenas que a autora precise melhorar na questão de
deixar as coisas mais claras. Em vários trechos acontecem confusões para saber
o que está se passando, eu, pelo menos, me perdi algumas vezes no acontecimento
da história e também quem estava falando. Acho que faltou deixar mais
transparente o nome e o sobrenome de cada personagem, já que em muitos momentos
é citado por sobrenome, não por nome.
Não posso dizer que não recomendo a
história, pois está muito no início ainda, porém se for classificar pela
escrita da autora, que é o que mais posso fazer levantamento, leria com
certeza.
Recomendo para os amantes de um bom
romance, especialmente se for Yaoi.
Lembrando aos literandos que a capa
da obra foi feita pela nossa equipe e os pedidos permanecem abertos!
Acesse: Litera
Fanfic - Capas: Regras e Informações.
Com amor e pó de fada,
Sininho.
Pré-análise: Levels
Oi galera!
Talvez alguns não
saibam ainda, mas me tornei pré-analista no Litera Fanfic e hoje trago a vocês
a fanfic Levels (clique no nome para acessa a história) escrita por XxLinasxX
(adicionem ela!).
Vamos a análise:
A sinopse tem o
básico do que uma sinopse deve conter: um breve resumo sem revelar detalhes
importantes. Minha dica seria talvez aumentar um pouquinho, ela está um tanto
curta, sinopses podem ser um pouquinho mais cheias (mas sem exageros, claro). A
frase final “Juntos Adam e Brancie
decidem fugir de suas vidas torbulentas em busca de esperança”, pode permanecer
dessa forma, dá um charme e atrai a atenção do leitor. Resumidamente: não
precisa mudar nada do que está escrito, apenas talvez preencher um pouco mais.
Embora seja um
tema recorrente, a história chama atenção, pois são casos que se encaixam com a
realidade de muitos, então parabéns para a criatividade.
Os pontos
negativos que encontrei na história são meramente técnicos e ortográficos.
Palavras repetidas em pouco espaço de tempo, como “Minha mãe foi no mercado, no
mercado ela comprou x coisa” não sei se ficou claro, aconselharia uma releitura
para arrumas esses pequenos pontos. Outro pequeno erro pode ter ocorrido sem
querer, a história não está muito bem alinhada, alguns parágrafos estão com
espaço, outros sem, às vezes com um buraco. A mesma coisa, uma pequena
releitura resolve o problema.
Uma dica
importante (vou roubar do meu colega Luis, “Luis, espero que não se importe”):
Não use o hífen (-). Use a travessão (—). Para fazer o travessão, é só fazer
esse comando: Alt + 0151. As falas estão intercalando entre um e outro, sugiro
que se não se adaptar ao travessão, coloque tudo para o hífen.
Por fim, não
ficou tão claro as diferenças na visão do Adam e na visão da Brancie. Não digo
que você esqueceu de colocar as palavras no masculino ou no feminino, mas mais
em fazer diferença entre a visão de um personagem e de outro.
Sim, eu aconselho
FORTEMENTE a leitura de Levels, pois se trata de algo que muitos vivenciam no
dia a dia, mas as pessoas insistem em não dar muito atenção. Acredito que você
Lina tem tudo para fazer dessa história um sucesso, os pequenos erros se resolvem
facilmente =).
Ah, mais uma
coisa; A capa da obra foi feita pela nossa equipe e ficamos felizes que tenha gostado do trabalho!
Com amor e pó de
fada, Sininho.
Pré-análise: Perfeição
Bom [insira aqui o momento do dia em que você se encontra], leitores do Litera!
Como puderam ver no título, hoje trago mais uma pré-análise e, outra vez, de uma história que está bem no comecinho. Por isso, vou falar brevemente dos três capítulos postados. Mas, como dizem “first things first”, vamos à sinopse.

Ela é um pouco extensa, porém cumpre seu objetivo ao apresentar a ideia central, as personagens e intrigar o leitor. Os dois únicos e pequenos incômodos que encontrei são: a formatação, que por apresentar poucos parágrafos e fases compridas, torna-se um empecilho inicial que vai afastar um leitor mais direto, e o “PS” adicionado no fim. Como não tem relação direta com o texto da sinopse em si, creio que poderia ter sido adicionado em uma nota ou algo assim.
É comum ver histórias que sejam iniciadas com um prólogo. Em Perfeição, isso não é diferente. Seguindo o usual, é um capítulo curto e introdutório. Já podemos ver o bom vocabulário da escritora, bem como um pequeno problema em relação à vírgulas, ambos recorrentes no restante da fic. Pequeno, pois não chega a atrapalhar a leitura no geral e que, no entanto, ainda existe. Quando há a chegada de uma personagem, aparentemente chave, acontece, vemos uma mudança brusca no tempo verbal. Isso pode tirar o leitor da imersão que acontece quando lemos e, por esse motivo, estou-o citando. As personagens são bem-feitos e captam a atenção, cada uma com sua nuance, o que é muito bom. Personagens interessantes fazem tramas interessantes.
No segundo capítulo, ou melhor, Capítulo 1, vemos outro pequeno erro recorrente, a troca de travessões por hífens. Novamente, não é incômodo, mas gramaticalmente incorreto. O que era bom no prólogo se mantém aqui. Meu único grande conselho à escritora é: diga menos e mostre mais. Torna-se mais fácil entrar numa história e sentir junto à ela quando as ações são mostradas e não simplesmente descritas. Há um erro geográfico (onde dá-se a entender que Paris é um país e não uma cidade) em uma das falas de Richard que, vista por certo ângulo, indica falta de pesquisa e isso não é bom. Então, um segundo conselho: confirmar informações pode deixar o enredo bem mais rico e verossímil.
O Capítulo 2 é o melhor dentre todos. O enredo parece desabrochar aqui, finalmente nos jogando junto de um mistério com um início bem construído. Os problemas anteriores em relação à gramática estão presentes, porém são abafados pela trama. Há uma ótima atmosfera aqui. O local é angustiante, a leitura é angustiante; a conversa mais leve, a leitura também é. E ainda há uma surpresa agradável: não vemos uma mitologia batida aqui. Perfeição resgata seres que, arrisco dizer, são até desconhecidos pela maioria. Pena ser o último postado, pois me deixou curiosa sobre o resto.
Por ainda ser o início, não posso dar vereditos. Porém, vejo duas sólidas e importantes bases sendo bem trabalhadas: o enredo e as personagens. Com certeza esses são os pontos mais fortes da história.
A autora tem bom domínio das palavras e de ritmo, mesmo pecando um pouco nas pontuações. Nada que um pouquinho de revisão não resolva.
Até o próximo post, queridos.
XOXO
Aiori







